Honesto na terra. Desonesto no céu!

Tenho um amigo que se diz agnóstico e o qual conheço há muitos anos. Um dia eu estava frustrado com minha profissão, vendo inúmeras pessoas avançando, prosperando e eu ficando para trás, apenas sobrevivendo, sem alcançar o que os outros alcançavam. Neste dia, este meu amigo me perguntou: “você acha que, na sua profissão, é possível prosperar sendo honesto como você é?“

A pergunta me bateu em cheio. Ecoou na minha cabeça e ficou ressoando por dias, até que eu cheguei à infeliz conclusão: “não, não é possível“. Quase troquei 5 anos de faculdade e anos de experiência profissional por um recomeço, tamanho o baque que levei.

No meio deste processo, fui a um culto e Deus me confrontou naquilo em que eu mais me orgulhava. Esfregou na minha cara o texto de Malaquias 3:8, que diz assim:

“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”.

Quem rouba é o que? Ladrão!

Então, de novo, aquilo ficou ecoando na minha mente: “Ladrão? Logo eu. O cara que minha esposa fala ser a pessoa mais honesta que ela conhece e já ouviu falar. Quanto mais eu pensava nisso, mais eu ficava constrangido

Orgulhava-me de ser honesto na terra. Sentia até uma certa revolta de ser tão honesto e não sair do lugar, enquanto outros “menos honestos” avançavam.

Só aqui, irmãos, vejam quantos pecados cometi. Não me avaliei corretamente, roubei a Deus, preocupei com as coisas dessa terra, achei-me melhor do que os outros, julguei. Misericórdia!

Mas, neste dia, Deus quis mudar minha rota, abrir minha mente, me mostrar o poder Dele, desvendar os meus olhos. Para isso, teve que tirar minha surdez espiritural e curar minha desobediência quebrando o lugar onde eu mais me orgulhava: a honestidade.

Neste culto eu entendi uma coisa: não adiantava ser honesto aos olhos dos homens e desonesto aos olhos de Deus, porque Dele, para Ele, e por Ele são todas as coisas. Do que adianta bater no peito e se orgulhar de si mesmo, mas não agradar a Deus? O que adianta ser honesto na terra e desonesto nos céus?

Neste mesmo dia, confessei meus pecados a Deus, pedi perdão por roubá-lo, e fiz o compromisso de ser fiel nos dízimos e ofertas.

As coisas melhoraram um pouco, mas ainda estavam longe do que Deus queria me entregar. Eu fazia por obrigação, como moeda de troca. A última tentativa para prosperar.

Só que, quanto mais pensava nisso, mais Deus me ensinava e revelava Sua vontade de forma especial. Então me veio outro texto, que já havia sido minstrado na minha vida centenas de vezes, mas nunca havia penetrado minha alma e feito morada.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).

Eu fazia por obrigação e com o coração pesado. Às vezes, até com vergonha.

Então comecei a trabalhar minha mente para, verdadeiramente, ser fiel. Queria entregar os dízimos e as ofertas com alegria no coração, entendendo o verdadeiro propósito deste mandamento. Após muito tentar, consegui. E sinto uma alegria imensa em poder contribuir com o Reino de Deus. Fazer parte disto é um privilégio.

Por esse motivo, hoje escrevo este texto.

Quero te convidar para uma reflexão!

Se os serviços públicos funcionassem bem no Brasil, você continuaria sendo pesaroso ao pagar seus impostos ou o faria com alegria? Se tiversse a certeza de que seu dinheiro estaria sendo revertido em inúmeros benefícios para a sociedade, para você e para sua família, ainda assim reclamaria de pagar impostos?

Creio que não.

Deus é tão bom que no caso dos dízimos e ofertas é o contrário. Primeiro, Ele já nos entregou tudo. Nos criou à sua imagem e semelhança, nos deu o fôlego da vida, nos deu família, bens, trabalho, um mundo perfeito, alimentos, tudo, tudo mesmo.

Se pararmos para pensar um segundo, perceberemos que Deus criou um mundo lindo, com alimentos, plantas animais, dia e noite, estrelas, sol, lua, rios, mares, e milhões de outras coisas. Nos deu inteligência para exploramos a natureza e aproveitar a criação, e criarmos mais coisas. Deu-nos o mais belo presente, Jesus Cristo, que remiu nossos pecados e levou consigo as nossas enfermidades.

Dizimar, portanto, não é pagar para a igreja e nem dar dinheiro para o pastor. É devolver a Deus uma pequena parte daquilo que Ele já nos entregou em perfeição. É um ato de amor ao Pai, não de obrigação na terra. É demonstrar que entendemos de onde vem nosso sustento, a provisão, o nosso socorro. É declarar, através da fé, que sabemos nada ter pela força dos nossos braços, mas tão somente pela permissão do Senhor.

Dizimar é um ato de gratidão por Deus ter nos entregue tudo, com perfeição. É, portanto, um ato de amor ao Pai.

Hoje, eu convido você a repensar essa questão. Não espere Deus te chamar de ladrão, como teve que acontecer comigo, ou passar por alguma privação. Dê um passo à frente na sua fé e obedeça à Palavra, tal como ela está escrita.

Não se preocupe em como o pastor vai usar o dinheiro nem com o que vão dizer a seu respeito. Se preocupe com o que Deus vai achar de você. Agrade ao Pai, busque primeiro as coisas do Reino e viva em dependência e fidelidade.

Deixa Deus crescer na direção da sua vida.

Ele sabe o que é melhor para você. Creia, confie e demonstre seu amor também com o dinheiro que é colocado nas suas mãos. Reter o dízimo é demonstrar apego ao dinheiro, é colocá-lo em uma posição mais privilegiada do que a do próprio Deus.

Deus não quer nosso dinheiro. Ele quer nosso coração desapegado das coisas materiais. Ele quer saber se somos capazes de entregar nosso filho, como Abraão fez com Isaque, em Gênesis 22:2

Seja honesto na terra e duas vezes mais honesto no reino.

Deus te abençoe!

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